Associação de Proteína Animal aposta na superação da crise
A reversão da espiral negativa em torno do clima de crise setorial foi a principal defesa do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, durante sua apresentação no Global Agribusiness Forum (GAF), no dia 25 de julho, em São Paulo.

A reversão da espiral negativa em torno do clima de crise setorial foi a principal defesa do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, durante sua apresentação no Global Agribusiness Forum (GAF), no dia 25 de julho, em São Paulo. Palestrando no painel “O consumo de Proteína direcionando a expansão agrícola”, o ex-ministro da Agricultura destacou uma mudança de postura setorial em relação aos problemas de imagem enfrentado nos últimos meses.

“Eu acredito que o Brasil aprendeu uma lição: de passar a defender o seu produtor e o seu produto. Às vezes nós pegamos uma exceção e fazemos um baita estrago lá fora”, destacou. Turra fez uma reflexão sobre o histórico do setor produtivo, que ao longo de 40 anos, exportou mais de 60 milhões de toneladas de carne de frango e 9,3 milhões de toneladas de carne suína, e nunca registrou qualquer caso de problema de saúde pública comprovadamente vinculado aos produtos embarcados a 203 países nos cinco continentes.

“Ao longo de quatro décadas, nós nunca tivemos problemas que envergonhassem o nosso setor”, destacou. Neste sentido, o presidente da ABPA afirmou que os problemas pontuais, transformados na divulgação à imprensa como uma situação generalizada, mostra a importância de uma reversão da postura brasileira em torno dos problemas internos. “Nós não aplaudimos quem tem más práticas, comete irregularidades. Não aplaudimos, jamais. Quem é global não pode errar! Mas os outros países, estão imunes de problemas? Não. Veja os casos de salmonella nos EUA, de influenza aviária e até problemas de qualidade com proteínas animais na Europa. Mas não vendem para nós estas informações com a mesma ‘crueza’ o que nós vendemos lá fora. Não chegam com a mesma intensidade que chegam as nossas notícias lá fora. Eu vi reproduzido no México a mesma manchete: Brasil vende carne podre para o mundo. Uma mentira propagada. Mas é uma lição para nós, como nação, sobre a importância de se defender diante destas inverdades”, ressalta. Em meio a um dos momentos de profunda crise setorial, o presidente da ABPA destaca os diferenciais competitivos como caminho para a retomada.

“Há poucos anos estávamos no terceiro lugar em produção de carne de aves no mundo. A China estava na frente, era o segundo maior produtor. Hoje somos nós, e continuamos a liderar o comércio internacional avícola. Somos fortes, também, na produção e na exportação de carne suína. Somos diferenciados, nunca tivemos casos de influenza aviária e somos livres de várias doenças no setor de suínos. Nosso setor, o agronegócio, tem fundamento na ciência, na tecnologia e na inovação. Tenho toda crença de que nós vamos superar este momento”, afirma. Com o presidente da ABPA, participaram a secretária-geral do International Poultry Council, Marília Rangel, o CEO da Minerva S.A., Fernando Galletti de Queiroz, e o consultor para o Desenvolvimento Sustentável entre o Brasil e a Alemanha, Bernd dos Santos Mayer. O painel foi moderado por Arnaldo Borges, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebuínos (ABCZ).

Fonte: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

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