Como estará a pecuária brasileira a partir de 1 de janeiro de 2019? 
Na 11° edição da Conferência Internacional de Pecuaristas (Interconf), que aconteceu nos dias 11 e 12 de setembro em Goiânia (GO), um dos maiores eventos do mundo na pecuária de corte, realizado pela Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), a pergunta mais impactante foi: como será o 1 de janeiro de 2019?
CCAS

Nosso Brasil segue caminhando aos trancos e barrancos, mas segue. Enquanto parte do País trabalha, a outra parte só fala, fala, fala e fala. Neste Congresso, com cerca de 1.500 pessoas, um dos temas discutidos foi a perspectiva das eleições 2018 e como será o Brasil após 1º de janeiro de 2019.

Na pecuária, temos pelo menos metade do rebanho brasileiro que, ou muda a aplicação da tecnologia, ou mudarão os próprios pecuaristas. Na Interconf, temas como genética, bem-estar animal, o papel do cooperativismo na economia e o monitoramento de precisão foram debatidos.

Dos mais de 200 milhões de bovinos no País, considerou-se que 10% são de ótima e excelente administração.

Hoje existem tecnologias que permitem monitorar boi a boi e seus respectivos desempenhos. Há soluções inovadoras em nutrição como um caso de sucesso mexicano apresentado, a Sukarne, e outra bela novidade brasileira, a cooperativa Maria Macia, uma das raríssimas iniciativas de cooperativismo entre pecuaristas.

Futuro político

As opiniões são muito parecidas com a de todos os analistas. Bolsonaro no 2° turno é uma incógnita, mas fico com a sensação de que teremos um Brasil, este do Interior, mais conservador e menos aberto a visões que seriam propostas de esquerda. Por outro lado, teremos provavelmente um Brasil mais do Litoral propenso às mensagens populares ou populistas.

Então, iremos para uma bela pororoca no 2° turno. Reconciliar isso depois será a grande dúvida.

Mas, ao ver essa marcha de incertezas, esse gigantesco risco nacional, como nunca dantes nesta casa tropical, cada vez mais reitero e aqui vocifero: precisamos da orquestração, da sociedade civil responsável e organizada, apolítica partidária, e não ideologicamente viciada, para formar um 4º e preventivo poder, o do bom-senso e da sensatez, pelo menos na economia e infraestrutura.

Que as grandes confederações nacionais empresariais, e todas elas com fortes conexões para o agronegócio, se reúnam pela primeira vez num projeto para o Brasil e que atraiam as áreas de inteligência do País para um Brasil acima das tentações ilusórias político-partidárias, quebrado e dividido.

José Luiz Tejon Megido é membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.

Artigo original em: https://www.noticiasagricolas.com.br/artigos/artigos-geral/221855-como-estara-a-pecuaria-brasileira-a-partir-de-1-de-janeiro-de-2019-por-jose-luiz-tejon.html#.W6oKelLQ_xg

 


Related Posts

Leave a comment